O EAD, além de auxiliar o aprendizado no nível básico, pode, de forma eficaz e decisiva, permitir o acesso às universidades, ou, ao menos, a uma formação profissional objetiva. Refiro-me em especial, por exemplo, aos cursos tecnológicos, na modalidade a distância. Basta analisarmos os números. Infelizmente, o Brasil conta com apenas 14% dos jovens em idade considerada ideal (entre 18 e 24 anos) na universidade. É um índice reduzido quando comparamos com países da América Latina como o Chile, onde tal matrícula universitária está em 21%. Como reverter esse quadro danoso para o Brasil?
Aprendizado acessível. Esse é um dos propósitos da Educação a Distância (EAD), uma metodologia de ensino onde professor e aluno não estão juntos fisicamente, mas conectados por meio de recursos tecnológicos, como a internet. Essa modalidade de aprendizado pode contribuir para a redução de desigualdades sociais, além de garantir o direito à educação das pessoas com deficiência. A proposta é promissora e visa atingir alunos em qualquer nível escolar, seja pelo correio, rádio, televisão, vídeo, CD-Rom, telefone ou fax. Com a democratização da informação na última década, a ferramenta de comunicação mais usual entre os adeptos do EAD é a internet.
O fracasso dos colégios estaduais no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) de 2009 se tornou pauta dos principais veículos de comunicação do país. Segundo as notas no Enem, apenas duas escolas do governo aparecem na lista das 20 melhores do país. E ambas são ligadas a universidades. São elas o colégio de aplicação da Universidade Federal de Viçosa (MG), o melhor público do país e 7.º no geral, e o colégio de aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em segundo lugar entre as instituições públicas nacionais.
O programa federal TEC NEP, ligado à Secretaria Nacional de Educação Profissional e Tecnológica, que visa a inserção das pessoas com necessidades educacionais específicas nos cursos de formação inicial e continuada, de nível técnico e tecnológico, pretende transformar o curso de especialização em Educação Profissional e Tecnológica Inclusiva, que é ministrado em diversas unidades dos centros federais de educação tecnológica no país (como nos Cefet-PA, Cefet-RN, Cefet-MT, Cefet-MG e Cefet Bento Gonçalves), em mestrado. O objetivo foi divulgado pelo coordenador do programa, Franclin Costa do Nascimento, em entrevista divulgada pela Assessoria de Comunicação do Ministério da Educação. Segundo Nascimento, o curso formou 111 profissionais entre 2007 e 2009